Entenda como a jornada de transformação digital pode ser mais eficaz, conectando estratégia e tecnologia para gerar valor real para os clientes
As pessoas carregam nas mãos um controle remoto poderoso – e isso não é exagero. Com alguns toques, elas escolhem o que consumir, como se relacionar, onde investir seu tempo e sua confiança, entre outras coisas. Por isso, estar presente no digital, mais do que nunca, é estar presente na vida das pessoas.
As empresas brasileiras vêm se adaptando a esse cenário: segundo o Índice de Transformação Digital Brasil 2024, da PwC em parceria com a Fundação Dom Cabral, a maturidade digital média subiu para 3,7, em uma escala de 1 a 6 — em que 1 representa estágio inicial e 6, maturidade avançada. É um avanço importante, que mostra maior atenção ao tema entre executivos e lideranças.
Mas os números também evidenciam um desafio importante: muitas organizações ainda estão nas fases iniciais dessa jornada.
Digitalizar processos e lançar novos canais não basta. É cada vez mais evidente que o crescimento sustentável exige mais do que a adoção de tecnologias. Precisamos de uma estratégia de ponta a ponta, que combine clareza de objetivos, integração entre áreas, foco em cultura e disposição para evoluir.
Vamos discutir, neste conteúdo, como a transformação digital, aliada à maturidade digital, pode se tornar uma verdadeira alavanca de crescimento. Também entenderemos de que forma o design de serviço contribui para transformar soluções digitais em valor real para clientes e negócios.
Por que a transformação digital é altamente estratégica?
Nos últimos anos, a transformação digital deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar um pré-requisito para as empresas. A pandemia acelerou esse processo: organizações de todos os setores tiveram que repensar como operam, se comunicam e se relacionam com clientes e colaboradores.
Organizações que apostam na transformação digital colhem resultados consistentes. Segundo a McKinsey, empresas líderes em transformação digital no Brasil têm crescimento de EBITDA (indicador financeiro que mede a lucratividade de uma empresa antes de contabilizar juros, impostos, depreciação e amortização) até 3 vezes maior em comparação com empresas que não priorizam a transformação digital.
O ITDBr 2024, da PwC, reforça: as companhias mais maduras digitalmente são também as que se destacam em governança, estratégia e uso inteligente de dados.
Esses dados mostram que a transformação digital não se limita a melhorar processos ou digitalizar serviços; ela reposiciona a empresa no mercado, ampliando sua capacidade de inovar e sua relevância.
Que barreiras impedem uma transformação digital eficaz?
Se a importância da transformação digital já está clara para a maioria das lideranças, por que tantas empresas ainda enfrentam dificuldades para avançar? Os dados sobre empresas brasileiras revelam que os maiores desafios não estão na adoção de soluções digitais, mas na forma como elas são pensadas, estruturadas e implementadas.
Os principais obstáculos identificados são:
Como tangibilizar a transformação digital?
Na prática, muitas empresas já começaram a implementar soluções digitais, mas nem sempre com foco em entregar a melhor experiência para clientes e consumidores.
Segundo o ITDBr 2024, apenas 13,9% das organizações tratam a transformação digital como uma prioridade estratégica de longo prazo. A maioria ainda atua de forma seletiva ou cautelosa, com iniciativas pontuais e pouco conectadas.
O papel do design de serviço, portanto, é fundamental para conectar todos os pontos relevantes e transformar soluções digitais em valor percebido. Mais do que lançar canais digitais, é preciso entregar jornadas integradas, coerentes e relevantes para as pessoas.
É exatamente esse o foco de atuação da nossa frente de Digital Solutions, como explica Cássia Cunha, líder da área. Para ela, tangibilizar a transformação digital significa desenhar serviços que façam sentido nos canais em que as pessoas realmente estão – e garantir que esses pontos de contato estejam conectados a uma jornada fluida e bem orquestrada.
“Nós apoiamos a transformação digital tangibilizando os serviços nos canais que são relevantes para as pessoas, de uma forma que faça sentido para elas”, esclarece.
Essa visão reconhece que digital não é só um canal, mas um ecossistema. Criar um app ou site isoladamente não é suficiente. É necessário olhar para o serviço como um todo, com um olhar centrado nas dores e necessidades do cliente.
Para Cássia, é essencial pensar essa transformação segundo alguns princípios claros:
Além disso, estamos em um momento em que a inteligência artificial começa a influenciar as jornadas digitais. Nosso papel é acompanhar esse movimento, explorando como a IA pode melhorar a entrega de valor.
“Hoje, com a IA, precisamos entender como ela contribui para empregar esses serviços. Esse desenho da jornada com IA também faz parte da nossa entrega de valor”, acrescenta Cássia Cunha, nossa Head of Digital Solutions.
Em um cenário em que inconstância e imprevisibilidade são a regra, é a capacidade de desenhar o novo – com tecnologia, empatia e visão estratégica – que diferencia as organizações prontas para o futuro. Se a sua empresa está pronta para dar esse passo, a Livework pode ser a ponte que conecta a intenção à geração real de valor.